Neste soneto, o sujeito lamenta o modo como levou a vida.
Embora apenas desejasse o amor, resta-lhe, ao final da vida, apenas os erros e o sofrimento advindos da maneira pela qual construiu o discurso dos anos: deixou que a sorte movesse sua vida e esperanças. Assim, apenas vislumbrou o amor.
Finalmente, lastima seu temperamento vingativo e pede a outro, como se não pudera fazê-lo, que o elimine.
As palavras gênio e fortuna são escritas em letra maiúscula pela importância e poder que tiveram na sua vida.
Este soneto é decassílabo e foi construído de forma prototípica , ou seja, duas quadras e dois terços, tendo as primeiras duas ordens abraçadas, abab, abab e os dois últimos duas ordens de rima que se alternam, cdc, dcd.
A grande dor das coisas que passaram
(Carlos Drumond de Andrade)
Este soneto conta sobre um sujeito, que ao remecher fotos antigas é tomado pela dor e sofrimento que acontecimentos passados lhe trouxeram. Mas, ao encontrar a foto de uma antiga amante as más lembranças são substistituídas por um enorme prazer.
Rememora e revive, naquela madrugada, a paixão e o prazer sensual que compartilharam e estas lembranças transformam a maneira de sentir seu passado, fazem reviver seu ânimo e exaltar seu antigo amor. Este converte o que via como negativo em algo doce e bom de ser lembrado.
Soneto Decassílabo. As duas primeiras quadras com rimas cruzadas e os dois terços com rimas que se alternam da seguinte maneira cdc,cdc.
A morada do ser
(Marina Colasanti)
O sujeito deste texto cuida de dois animais abandonados e feridos com todo amor e carinho : uma pomba e um carneiro.
Porém, os animais ficam confinados em sua casa, o que impede a satisfação de algumas de suas necessidades vitais e em decorrência disto passam a apresentar comportamentos e características aberrantes.
Num belo dia, esquecidos da possível gratidão pelos cuidados do dono, atacam-no impiedosamente.