sábado, 7 de março de 2009

Trabalho de interpretação de sonetos e de texto propostos pelo prof. Cláudio Bazzoni

Soneto de Luís de Camões
Neste soneto, o sujeito lamenta o modo como levou a vida.
Embora apenas desejasse o amor, resta-lhe, ao final da vida, apenas os erros e o sofrimento advindos da maneira pela qual construiu o discurso dos anos: deixou que a sorte movesse sua vida e esperanças. Assim, apenas vislumbrou o amor.
Finalmente, lastima seu temperamento vingativo e pede a outro, como se não pudera fazê-lo, que o elimine.
As palavras gênio e fortuna são escritas em letra maiúscula pela importância e poder que tiveram na sua vida.
Este soneto é decassílabo e foi construído de forma prototípica , ou seja, duas quadras e dois terços, tendo as primeiras duas ordens abraçadas, abab, abab e os dois últimos duas ordens de rima que se alternam, cdc, dcd.

A grande dor das coisas que passaram
(Carlos Drumond de Andrade)

Este soneto conta sobre um sujeito, que ao remecher fotos antigas é tomado pela dor e sofrimento que acontecimentos passados lhe trouxeram. Mas, ao encontrar a foto de uma antiga amante as más lembranças são substistituídas por um enorme prazer.
Rememora e revive, naquela madrugada, a paixão e o prazer sensual que compartilharam e estas lembranças transformam a maneira de sentir seu passado, fazem reviver seu ânimo e exaltar seu antigo amor. Este converte o que via como negativo em algo doce e bom de ser lembrado.
Soneto Decassílabo. As duas primeiras quadras com rimas cruzadas e os dois terços com rimas que se alternam da seguinte maneira cdc,cdc.

A morada do ser

(Marina Colasanti)

O sujeito deste texto cuida de dois animais abandonados e feridos com todo amor e carinho : uma pomba e um carneiro.

Porém, os animais ficam confinados em sua casa, o que impede a satisfação de algumas de suas necessidades vitais e em decorrência disto passam a apresentar comportamentos e características aberrantes.

Num belo dia, esquecidos da possível gratidão pelos cuidados do dono, atacam-no impiedosamente.



sábado, 28 de fevereiro de 2009

As memórias mais remotas da minha entrada no mundo dos livros eram a de um aniversário, creio que dos meus dez anos, em que fui presenteada com vários livros: "Alice no País das Maravilhas", "Alice no País dos Espelhos", "Ben Hur", "A casa na Floresta" de uma autora americana chamada Laura E. Wilder e outros.
Confesso que fiquei um tanto decepcionada, mas resolvi "consumir" meus presentes: lí-os todos.
Mas, durante a nossa última aula com a Antonia, lembrei de contatos anteriores com a leitura.Houve a coleção Mundo da Criança e uma outra cujo nome não lembro, mas que comprei , para surpreza de minha mãe, de um vendedor de livros de rua.
Voltando a meus dez anos, sei que a partir de então li todos os livros que me caiam em mãos. Em qualquer momento livre punha-me a ler, até durante as refeições. Li os que estavam nas estantes de minha casa, os que trocava com uma amiga que morava perto e naturalmente os que a escola indicava.
Aliás, estes foram poucos. E, na minha escola, tradicional e conhecido colégio, havia uma belíssima biblioteca com estantes envidraçadas e de madeira nobre que iam até o teto que eu descobri por acaso, pois nunca algum dos professores, de nenhuma das áreas de ensino, jamais a mencionara ou nos fizera visitar.
Sorte a minha ter a iniciativa e o interesse em descobrir o que os livros nos trazem. Certamente, muitas outras crianças e jovens se benificiariam com estas visitas e outros projetos escolares que envolvessem a leitura.
Continuo lendo literatura com frequência, não tanto como antes. Outros gêneros passaram a desafiar meus interesses.
E, na escola em que trabalho, procuro despertar nos meus alunos aquele prazer que ainda tenho na leitura e oferecer a eles a oportunidade de percorrer o universo de conhecimentos que os livros trazem.